Igreja Presbiteriana de Abreu e Lima

 

Como pastor dessa amada e mui querida igreja quero o melhor para ela. Dentro do arcabouço bíblico Deus planta a visão no líder, este por sua vez transmite aos liderados. Esta não é talhada por pressupostos pessoais e mesquinhos, mas respaldado pelo o aparato bíblico, para que haja compreensão e envolvimento substancial de todo o envolto da visão.

Muitas pessoas e várias igrejas começam esse ano sem objetividade e finalidade.  Os sonhos até permeiam, surgem, nascem, crescem e às vezes morrem e não ressuscitam.

Esse fato acontece por duas causas: primeiro por falta de profundidade, Jesus mandou Pedro lançar as redes ao mar. Richard Foster diz que: A maior maldição do nosso tempo é a falta de profundidade das pessoas, a nossa sociedade é a sociedade da superficialidade. Os sonhos que se deve sonhar são sonhos impossíveis, quando os sonhos acabam, ou não vale o homem, ou não valem os sonhos, nossa comunidade deve almejar sonhar os sonhos que glorifiquem a Deus, e assim sonhará com profundidade, Como diz a bíblia “como as águas profundas é o conselho no coração do homem; mas o homem de inteligência o trará para fora (Pv 20:5)”.

Outro fato acontece por falta de objetividade e finalidade dos sonhos. A palavra finalidade significa começar pelo fim, saber aonde se quer chegar, depois da finalidade é que se devem assumir posturas conscientes a fim de atingir previamente o sonho estipulado. Nossa igreja vai seguir a seguinte visão neste ano: transformar pessoas em discípulos de cristo, e para tanto vamos aprender, ensinar e multiplicar. Se somos cristãos, somos discípulos, se somos discípulos temos um chamado de Jesus para segui-lo para fazer outros discípulos. ”Ide e fazei discípulos de todas as nações”.

            A nossa meta neste ano é multiplicar o que temos: Membros, congregados, visitantes, programações, dízimos, ofertas, dons, talentos, amor pelas almas e transformação de pessoas em discípulos.

            A nossa meta a longo prazo é ser: A igreja transformadora da cidade de Abreu e Lima. Com carinho Rev. Djean.

Desenvolvimento de uma ferramenta de compreensão teológica e filosófica, em torno de uma abordagem do real e ideal, para atingir um equilíbrio plenamente humano, na esfera, sócio espiritual na vida da igreja brasileira.

 

Introdução

O Brasil enfrenta um fenômeno ascendente de nível religioso, enquanto, a Europa perdeu o encanto sacro, o universo contemplativo brasileiro ampliar e emerge o cenário mítico. O fato é observável, igrejas nascem e formam-se todos os dias, o Rio de Janeiro é um caso que foge da regra numérica convencional, já chegou ao ponto de quatro igrejas serem, iniciadas por dia, isso por leigo de comunidade pentecostal, principalmente das periferias.

Como todo movimento, o aumento de incidência religiosa brasileira, trouxe alarme, e mudança nos setores envolvidos, ou de forma mais geral na sua contextualização. Enquanto, a religião está desaparecendo lá fora por causa do “desenvolvimento cientifico” aqui a ciência pretende estudá-la (a ciência é também religião), e o aumento da religiosidade não impede as grandes invasões de novas ondas de igrejas e experiências espirituais. O crescimento da igreja brasileira gerou uma mudança de ideológica; de uma igreja católica de base na teologia da libertação, para uma maior expressão numérica católica carismática. De um protestantismo histórico de visão crítica e holística passamos para um evangelicalismo generalizado.

Evidentemente não podemos negar que a ampliação da religiosidade no nosso país, proporcionou a entrada da religião em setores importantes, essenciais e decisório para vida humana. No ano de 1996, na assembléia constituinte, passar a existir a chamada bancada evangélica com 33 deputados eleitos.

Uma situação gritante é a influência da globalização no mundo, no Brasil e conseqüentemente no seio da nossa religião. Muitas formas de crença são vítimas desse sistema. Ora a globalização é a liberação generalizada dos mercados financeiros em âmbito planetário; por sua natureza, exclusiva e discriminatória, reúne a máxima concentração de dinheiro, enriquecendo poucos á custa da pobreza de muitos. Gera a abismos de classes, provoca marginalização e exclusão social. Portanto, a globalização é um processo intrinsecamente “mau e perverso”. Mas isso não que dizer que uma a parte significativa da religiosidade brasileira use a globa lização como sua maior ideologia. A igreja universal do reino de (IURD), usa esse sistema par a favorecer sua teologia da prosperidade. A IURD junto com o seguinte da teologia da prosperidade professa um novo Deus: ídolo do capital que tem o coração no lucro, que cria a corrida espiritual da riqueza. Ter uma vida abençoada no universo ideológico da teologia da prosperidade é a prova cabal do derramamento do poder de Deus.

Justificação

Somando tudo isso, o Brasil descreve uma religiosidade crescente, mas sem enxergar a se mesma, o crescimento exagerado do mundo espiritual brasileiro perdeu seu equilíbrio, seu caminhar parece desengonçado, seu corpo pende para um único lado que podemos chamar de misticismo neopaltonico, categoria a advinda do gnosticismo.

Ora não podemos dizer que a ampliação e aumento das religiões no Brasil, não favoreceram a uma bancada evangélica e a pesquisa cientifica da religião. No que diz respeito à política, parecia que a política depois da bancada evangélica seria conhecida de sentido evangélico. Mas, o desprezo político e a falta de preparo e compromisso dos políticos evangélicos, foram conhecidos, pela impressa, não pelo compromisso com questões políticas e defesa de valores genuinamente cristãos, antes pelo oportunismo e um despreparo para vida pública.

No diz respeito a o estudo na área religiosa estamos avançando, entretanto nada se compara com as produções antigas da igreja, o que falar dos pais da igreja, Santo Agostinho é considerado depois de Jesus e Paulo o homem com maior profundidade. O que dizer do excelente campo intelectual chamado Escolásticismo, aludia à teologia de escola no alto grau intelectualidade e conhecimento, de forma que a filosofia era serva da teologia, o estudo teológico “era um trabalho de monge, cujo estudo da bíblia, dos Pais da igreja e a literatura clássica fazia parte de sua devoção de vida contemplativa.

Nossa igreja brasileira parece não esta sabendo conhecer o seu tempo presente e fazer uma aplicação, bíblia e espiritual do espírito de nosso tempo. A pós-moderniade tem vitimado a nossa religiosidade. A ciência aumentou a terra e ficamos racionalistas, a globalização diminuiu o tempo e o espaço e estamos apressados e vivendo pertos dos distantes e longe dos de perto, isso tudo tem gerado solidão na família, e provocado caos na sociedade. A causa desses fatos de dá por falta de uma compreensão do real e ideal na vida da igreja.

Só há uma forma plausível da igreja caminhar num equilíbrio de seu crescimento, Um pé deve pisar firme no chão (real) e outro levantado (ideal), seu olhar necessita ver os dois personagens do quadro de Rafael: Platão e Aristóteles, e enxergar céu e terra e viver o transcendente e imanente, assim crescerá no Deus Divino e Humano. Rev. Djean.